quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Definição e histórico Literatura do Cordel

A literatura do cordel são obras produzidas pelo povo, que contam costumes, crenças...
São vendidos em feiras populares, recebem esse nome de Cordel por serem vendidos pendurados em barbantes.
O cordel e uma espécie de poema que e cantada, e também pode ser acompanhada por uma viola, e recitados em praças publicas pelo povo, o pequeno livro apresenta desenhos feitos com a arte de xilogravura.
O livro chegou ao Brasil atraves dos Portugueses, no século de XVIII. Atualmente encontramos muitos desses trabalhos sendo vendidos na região Nordeste.
Essa leitura passa de geração para geração sendo contadas, historiadores acreditam que as histórias se modificam após o passar do tempo, assim também fica difícil descobrir o autor do cordel.
Aqui está um poema de cordel:

Já lá se vão alguns anos
de quando ouvi falar
indo desta pra melhor
o juízo vou encarar
nunca apreciei a idéia
chegou a me arrepiar.

A primeira vez que ouvi
foi na casa paroquial
a mulher tanto berrava
o barulho era infernal
era a nossa catequista
na escola dominical.

Não deu mais pra duvidar
haviam antecipado
o tal de juízo final
ali era executado
estremecia nas bases
ao ouvir o seu ditado.

A mulher era uma gralha
descabelada e feiosa
se existe o tal demônio
era ela e o resto é prosa
mais parecia um jabá
e posava de dengosa.

Fiz primeira comunhão
no domingo era a missa
de tanto que eu tremia
o corpo suava em bica
porque ela ameaçou:
se errar aqui mesmo fica.

Mal a bela cerimônia
foi dada por terminada
não sabia se dançava
ou se andava de quatro
do juízo eu tava livre
ele já tinha acabado.

Mais um bocado de anos
eu passei acreditando
que o meu lugar no céu
alguém tava reservando
era tão bom ser ingênua
viver crendo e sonhando.

Mas na escola primária
topei o diabo outra vez
uma turca encapetada
que era pura acidez
dizia ao entrar na sala
vou acabar com vocês.

Voltou o medo a galope
por Deus! Eu não merecia
pois outro juízo final
seria uma patifaria
perguntava em oração
se findaria a quizila.

Já que ninguém respondia
acabou que eu me estressei
fiz uma reza comprida
o santinho eu preparei
e no altar caprichado
São Pedro eu pressionei:

O senhor tem mesmo a chave?
Diga logo duma vez
o que trazer na bagagem
pra poder ficar freguês
de tanto juízo final
tá me dando insensatez.

Claro que não fui ouvida
nem no sonho ninguém veio
comecei a desconfiar
São Pedro como porteiro
tava mesmo é se saindo
um tremendo maloqueiro.

A vida seguiu em frente
a bem dizer na lambança
esqueci a catequista
a turca com sua rompança
passar no juízo final
já não tinha esperança.

Foi aí que num repente
me bateu a sabedoria
acabei com a incerteza
que tanto me corroia
porque esse juízo final
Deus ou o demo não faria.

Quem fez foi o Juscelino
que não teve a intenção
construiu uma cidade
pra abrigar filho de cão
onde quem é inocente
sofre só desilusão.

Observem aquele quadro
que pintou o italiano
é Brasília o retratado
isso não é um engano
furdúncio pra todo lado
no meio um tonto pensando.

Tere Penhabe
Santos,

Podemos perceber as rimas, que revelam uma história contada. Não precisa ser apenas uma historia da bíblia mais também do cotidiano, da cultura regional e etc.
Postado por: Natália Paiva 7D n°25

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